ENGENHO CENTRAL/PASSARELAS

ENGENHO CENTRAL
O Engenho Central de Piracicaba, esta localizado às margens do Rio Piracicaba, foi construído por Estêvão Ribeiro de Sousa Resende,o Barão de Rezende, em 1881, com o objetivo de substituir o trabalho escravo pelo assalariado e pela mecanização.

Devido às dificuldades de manutenção das máquinas importadas, o engenho de açúcar foi vendido em 1899 à Societé Sucrérie Brèsiliennes, transformando-se no mais importante do país, com uma produção anual de 100 mil sacas de açúcar e três milhões de litros de álcool, incorporando-se a outras seis usinas do grupo no estado de São Paulo. Antigamente, a cana era trazida da roça por trens 
(além dos caminhões).

No local, ainda encontram-se os trilhos e barracões de carga dos trens que carregavam o açúcar e o álcool. A moagem de cana foi interrompida em 1974 e desativada a fábrica. O Engenho Central foi tombado como patrimônio histórico e cultural em 11 de agosto de 1989, pelo CODEPAC, o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba. Desapropriado pela Prefeitura de Piracicaba, passou a ocupar importante espaço cultural, artístico e recreativo. Sua área verde é de 80 mil metros quadrados e a área construída ocupa 12 mil metros quadrados.




























Teatro Municipal Erotídes de Campos - Teatro do Engenho


A partir de uma audaciosa proposta de restauro do antigo Armazém 6, foi possível tornar realidade modernos projetos, fazendo nascer este belo teatro.
Construído em dois pavimentos, com restaurante e galerias que remontam ao “teatro elisabethano”, nele, atores, músicos, bailarinos também encontrarão acolhida para ensaios, reuniões, alojamento e até para desaceleração.
Outra novidade é que o palco interno extrapola as paredes do barracão, formando a praça Central do Engenho, uma ampla área para atividades que demandem maior participação do público.
Obedecendo às modernas tendências de restauro, as intervenções deixam as marcas do tempo no galpão, com soluções que permitem revelar o lado industrial da edificação. 



Estrutura
De acordo com o projeto, a “nave central” do Teatro terá 422 lugares, divididos em platéia e galerias. As demais áreas abrigarão, de um lado, restaurante, bar, cozinha industrial, camarins, banheiros e hall e, do outro, sala de atividades multiuso, que pode servir como espaço de ensaios, para hospedagem de escolas de música, artes cênicas, danças e outras. E numa justa homenagem a um grande construtor do universo da dança piracicabana, a sala de ensaios do novo teatro recebeu o nome de Heloaldo Castello Silva.
O projeto acústico da casa é assinado por José Augusto Nepomuceno, que também foi responsável pela acústica da tradicional Sala São Paulo. Tudo concebido para que músicos, atores e bailarinos de todas as escolas, possam exibir sua veia artística, em um dos pontos mais emblemáticos da cidade.



PASSARELA PÊNSIL
Inaugurada em 15/12/1992. A Passarela Pênsil foi construída sobre o Rio Piracicaba, para dar acesso ao Engenho Central, sua extensão é de 78 metros, para uso exclusivo de pedestres. 

Sua arquitetura férrea é sustentada por cabos de aço e madeiramento, sua construção foi inspirada em duas pontes norte-americanas, a “Golden Gate” de São Francisco e a Brooklin Bridge de New York.

Da passarela se tem a visão do leito do rio, do véu da noiva, do salto, mirante e da Rua do Porto. É considerada uma obra de arte da engenharia.














PONTE CAIO TABAJARA ESTEVES DE LIMA
1º/08/2012 - Inauguração da ponte Caio Tabajara Esteves de Lima (arquiteto e urbanista). Com investimento estimado em R$ 12,5 milhões, a ponte tem 241 metros de comprimento e 10,5 metros de largura.













NOVA PASSARELA ESTAIADA  "DR. ANINOEL DIAS PACHECO"
Inaugurada no dia 10/05/2013. Com 152m, a passagem sobre o Rio Piracicaba liga a avenida Beiro Rio ao Engenho Central. Seu vão estaiado tem 98m, com 4,2m de largura para a travessia de pedestres. Os mastros de 35m de altura, em cada margem, com inclinação de 30º, equiparáveis a um prédio de 10 andares. A estrutura recebeu o nome do médico Aninoel Dias Pacheco, que atuou como profissional por 41 anos na cidade. 

Iluminação: 11 luminárias fixadas em postes e 28 projetores de luz instalados nas bordas da passarela, com sistema RGB que permite a mudança de cores compõem o sistema. 
Sua forma aparente tem 3.740m², sem pilares intermediários. Para chegar nesse resultado, foram utilizados 833m³ de concreto, 104 toneladas de aço CA-50 A e mais 9.600 kg de aço 190RB (cordoalhas). Os 12 estais de cada lado, totalizando 24, são os responsáveis pela passarela se auto sustentar. O trabalho, inédito na América Latina, foi preciso. A medida que a laje crescia 6m para o centro da passarela, os mastros subiam 4m. Este processo ocorreu simultaneamente nas duas margens do rio. Para o encontro no centro do rio, cálculos minuciosos foram feitos para que não houvesse diferença e as lajes encaixem perfeitamente. 

A grande novidade foi a tecnologia, de origem francesa, implantada na passarela com materiais nacionais. 
Para o sistema de ancoragem, foi utilizado um conjunto de ancoragem ativa de estai. Este conjunto permitiu a regulagem milimétrica, feita por meio de macaco hidráulico e cálculos específicos, de acordo com a necessidade. É possível tencionar os estais, aumentando ou diminuindo a carga de acordo com o peso sobre a passarela ou ação do vento. A variação de temperatura também pode exigir ajustes nos estais.
Cada estai suporta até 130 toneladas. A opção por utilizar materiais nacionais, além de valorizar o mercado interno, reduziu o tempo da obra.


Construção



































2 comentários:

  1. Isso tudo é maravilhoso,conheço e todas as vezes que vou em Piracicaba vou visitar esse lugar me sinto muito bem ,é muito aconchegante passear por este lugar vcs cuidam muito bem deste patrimonio

    ResponderExcluir
  2. Seja sempre muito bem-vindo (a) à Piracicaba.
    Obrigada

    ResponderExcluir